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dc.contributor.authorOliveira, J. T. de
dc.contributor.authorOliveira, V.
dc.contributor.authorPiçarra, J. M.
dc.date.accessioned2010-01-22T13:19:05Z
dc.date.available2010-01-22T13:19:05Z
dc.date.issued1991
dc.identifier.citationCadernos do Laboratorio Xeolóxico de Laxe, 1991, 16: 221-250 ISSN: 0213-4497es_ES
dc.identifier.issn0213-4497
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/2183/6089
dc.description.abstract[Resumo] Na parte portuguesa da Zona de Ossa Morena sao identificados vários sectores com estratigrafia e estrutura diferenciadas, os quais constituem, na sua maioria, prolongamentos dos correspondentes domínios tectono-estratigráficos reconhecidos em Espanha. De norte para sul identificam-se os seguintes sectores: Faixa Blastomilonítica, Alter do Chao-Elvas, Estremoz-Barrancos (onde se diferencia o Anticlinal de Estremoz), Montemor-Ficalho (com individualizaftlo do Sinclinal de Cabrela) e o Maci~o de Beja (com o sub-sector Santa Suzana-Odivelas). Das sequencias estratigráficas e dos episódios vulcanicos intercalados é possível reconstruir os trag->s gerais da evolu~ao da 20M, em Portugal. O soco proterozóico, constituído por séries metamórficas de grau elevado a baixo, reflecte a constru~ao de urna margem passiva durante o Rifeano , que passou a urna margem activa, com subduc~ao, responsável pela Orogenia Cadomiana, durante o Vendiano. Após o arrasamento desta Cadeia Orogénica instalou-se extensa plataforma carbonatada, no Cambrico inferior, que durante o Marianiano entrou em distensao, de que resultaram várias bacias, onde localmente se gerou vulcanismo básico toleítico, que rapidamente se colmataram devido a regressao marinha generalizada. A partir do Cambrico médio reiniciou-se a distensao, que provocou o aparecimento de novas bacias sedimentares, onde se desenvolveu imponante vulcannismo básico alcalino, localmente peralcalino. Desta distensao terá resultado a rota~ao e subida de alguns blocos, o que provocou a carsifica~ao das séries carbonatadas. Sobre os sedimentos e vulcanitos do Cambrico médio depositaram-se conglomerados e arenitos de base do Ordovícico, o que indica importante lacuna no Cambrico superior. A sedimenta~ao ordovícica é predominantemente constituída por sedimentos finos, associados localmente a vulcanismo básico alcalino. Nas zonas elevadas poder-se-a ter desenvolvido vulcanismo bimodal, parcialmente peralcalino, o que mais urna vez indica a continua~ao'da distensao crustal. No topo da sequencia ordovícica ocorre extensa barra arenítica (Form'a~a:o de Colorada) sobre a qual, em transi~ao para os sedimentos silúricos, se disp5e un conglomerado poligénico, que materializa período erosivo (de origem glaciar?). Durante o Silúrico as bacias sedimentares tornaram-se euxínicas (e mais profundas a sul?) e na passagem para o Devónico predominou a sedimenta~ao terrígena e carbonatada, com características litorais. No Devónico médio deu-se o levantamento, mais ou menos generalizado, da ZOM, provocado pela actua~ao da zona de subduc~ao que se desenvolvia a sudoeste. No Devónico superior e Carbónico inferior deu-se a colisao entre as ZDnas de Ossa Morena e Sul Portuguesa, tendo ocorrido, provavelmente, obduc~ao a sudeste e subduc~o a noroeste (com gera~ao de vulcanismo orogénico). Desta colisao resultou a migra~ao de onda orogenica para nordeste a qual é responsavel pela forma~ao de bacias «pull-apart», sucessivamente mais jovens para nordeste. Da reactiva~aoda antiga zona de subdu~ao, no Namuriano-Vestfaliano inferior, agora em regime intra-continental, resultou a deforma~ao transpressiva generalizada da ZOM e da ZDna Sul Portuguesa.
dc.description.abstract[Abstract] In the portuguese pan of the Ossa Morena ZDne several sectors with distinct stratigraphy and structure are identified. They represent the continuation to Portugal of well established tectono-stratigraphic domains in Spain. From north to south the following sectors are recognized: Blastomilonitic Belt, Alter do Chao-Elvas, Estremoz-Barrancos (in which the Estremoz Anticline is differentiated), Montemor-Ficalho (with the Cabrela Syncline) and Beja Massif (where the Santa Suzana-Odivelas sub-sector is outlined). The stratigraphic sequences and interbedded volcanics of the distinct sectors allow the visualization of the main steps of the OMZ tectono-stratigraphic evolution. The high to low grade metamorphic sequences of the Proterozoic basement reflect the construction of a passive margin during the Riphean, and the inversion to an active margin during the Vendian, which led to the development of the Cadomian Orogeny. After the erosion of this chain, in late Proterozoic time, a large lower Cambrian carbonate platform was build up all over the entire area. Distensive tectonism during the Marianian generated tholeitic basic volcanics and several sedimentary depocenters, which were rapidly filled up with sediments, due to a low middle Cambrian marine regression. During the middle Cambrian the distensive tectonism was renewed and, again, this led to the development of sedimentary basins (two in the portuguese part) filled up with terrigenous sediments, alcaline basalts and minor peralcaline volcanics. Tectonic blocks generated during this distension were rotated and uplifted leading to the karstification of the lower Cambrian carbonates. Lower Ordovician conglomerates and associated Fe /Mn rich sandstones Iy unconformable on the middle Cambrian sediments, indicating so an upper Cambrian gap, probably related to sardic distensive tectonism. The ordovician sediments are usually fine grained and, in places, have interbed alcaline basalts towards its base. On the uplifed blocks bimodal volcanism (partially peralcaline) took probably place, once again indicating the continuation of the crustal distension. At the top of the ordovician sediments occurs an extensive shallow water sandstone unit (Colorada Formation) which is overlain, in many places, by a metric thick poligenic conglomerate. This may represent an erosive period (related to the upper Ordovician-lower Silurian glaciation known in other parts of Iberia?). During the Silurian sedimentation was mostly euxinic and condensed in the nonhern areas, and possibly more deep in the southern ones. Shallow water terrigenous and carbonate sediments dominate in early Devonian times. During the middle Devonian generalized uplifting of the OMZ took place as a consequence of subduction movements in the south. Upper Devonian and lower Carboniferous were times of oblique collision between the OMZ and the South Ponuguese Zone, characterized by obduction in the SE and subduction (with associated orogenic volcanics) in the NW. These collisional events are responsible for the northeastward mi~ratio1). of the oro~enicwave, to which pull apan tensionallacustrine, fluvio-marine and marine basins may be related. The reactivatian of the former Benioff Zone, in an intracontinental regime, during the Namurian-lower Westfalian time, caused the widespread transpresive tectonism which affected the OMZ (and alsa the South Portuguese Zone).
dc.language.isopores_ES
dc.publisherUniversidade da Coruñaes_ES
dc.subjectUnidades litoestratigráficases_ES
dc.subjectPlataforma carbonatadaes_ES
dc.subjectSequências terrígenases_ES
dc.subjectDistensão crustales_ES
dc.subjectDiscordanciaes_ES
dc.subjectVulcanismos alcalinoes_ES
dc.subjectPeralcalino e calcoalcalinoes_ES
dc.subjectOfiolito de Beja-Acebucheses_ES
dc.subjectColisao oblíquaes_ES
dc.subjectBacias "pull-apart"es_ES
dc.subjectOrogenias Cadomiana e Variscaes_ES
dc.titleTraços gerais da evolução tectono-estratigráfica da Zona de Ossa-Morena, em Portugales_ES
dc.title.alternativeMain steps of the Ossa Morena tectono-stratigraphic evolution, in Portugal
dc.typeinfo:eu-repo/semantics/articlees_ES
dc.rights.accessinfo:eu-repo/semantics/openAccess


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