As margens da história e as urdiduras da ficção n’ A Casa Velha das Margens

Bibliographic citation

Martínez Teixeiro, A. (2006). "As margens da história e as urdiduras da ficção n’ A Casa Velha das Margens", Estudios Portugueses. Revista de Filología Portuguesa, 6, Salamanca, Luso-Española de Ediciones, pp. 229-240

Type of academic work

Academic degree

Abstract

[Resumo] O artigo foca o modo em que Arnaldo Santos, no discurso histórico-ficcional e ensaístico-documental do romance anticolonial A casa velha das margens (1999), vai estruturando um fio condutor: o da artificialidade da sociedade colonial e dos inícios da toma de consciência identitária, jornalística e literária, materializada por via da mudez e do sigilo, sinais inequívocos da agitação presente à roda do seu protagonista, Emídio Mendonça, e de um seu controverso périplo iniciático às avessas. Por meio do seu conturbado destino individual, entre o presente e o passado e numa história que conta histórias, o leitor acompanha tanto a sua transformação de ignaro estranho em filho das margens, quanto a radiografia crítico-projetiva do não menos dificultoso panorama nacional angolano em fins do século XIX, na altura, com a condição de província ultramarina.

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