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http://hdl.handle.net/2183/6828 Escrita inventada - Um bom instrumento de previsão precoce dos desempenhos ulteriores em escrita no português
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Authors
Vale, Ana Paula Simões do
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Bibliographic citation
Revista galego-portuguesa de psicoloxía e educación, 2000, 6: 507-521 ISSN: 1138-1663
Type of academic work
Academic degree
Abstract
[Resumo] o objectivo desta experiencia foi o de comparar o potencial preditivo de dois testes metafonológicos (Escrita Inventada e Detecc;ao do Intruso), um teste de inteligencia geral e o nível de conhecimento de letras, relativamente aos desempenhos em escrita no final do 1° e do 2° anos lectivos. Trinta crianças foram testadas em tres momentos da sua aprendizagem alfabética formal: tres meses após o início da escolaridade básica, no final do1° ano lectivo e no final do 2° ano lectivo.
Na primeira fase de testagem foram avaliadas as capacidades metafonológicas, assim como os
desempenhos no teste de inteligencia geral e os conhecimentos de letras. Nas segunda e terceira
fases foram avaliados os desempenhos na escrita de palavras isoladas. Os resultados sugerem que o teste de Escrita Inventada é o melhor preditor dos desempenhos posteriores em escrita. Quer a pontuac;ao global obtida através do Sistema de Classificação Fonológica, quer algumas pontuaçoes específicas obtidas a partir de conjuntos parciais de resultados revelaram-se bons instrumentos de previsao até ao final do 2° ano lectivo. Os dados sao discutidos em func;ao da importancia da relac;ao entre as capacidades metafonológicas precoces e a aprendizagem dos processos ortográficos num sistema de escrita relativamente transparente. Roje está amplamente provado que o nível de consciencia fonológica, isto é, a capacidade para decompor as palavras em segmentos fonológicos, examinado imediatamente antes ou no início do processo de alfabetização, constitui uma medida mais capaz de predizer os níveis de leitura e escrita ulteriores, do que medidas do nível intelectual, de extensao do vocabulário e de compreensao da linguagem falada (Bowey, 1994; Brady & Shankweiler, 1991; Cardoso-Martins, 1995; Cary & Vale, 1997; Goswami & Bryant, 1990; Morais, 1997; Share, 1995; Vale, 1999; Wimmer, Landerl & Schneider, 1994). Sabe-se também que a avaliac;ao das capacidades metafonológicas (ou consciencia fonológica) é um dos processos mais fiáveis para identificar crianças em risco de insucesso na aprendizagem da leitura e da escrita (Wagner, Torgesen, Laughon, Simmons & Rashotte, 1993).

