Melro, JoaquimBarata, FernandaCésar, Margarida2010-01-262010-01-262004Revista galego-portuguesa de psicoloxía e educación, 2004, 11: 325-341 ISSN: 1138-16631138-1663http://hdl.handle.net/2183/7001[Resumo] "Por que motivo ternos que ter Filosofia?" - Eis a dolorosa quesHio com que é afrontada grande parte dos professores de Introdução a Filosofia. Se jamais se ouviu questionar a necessidade da Matemática ou da Física, ainda que os alunos lhes nao nutram apreç0, perguntamo-nos a razão de legitimar a cada momento o direito, o valor e a utilidade da disciplina que leccionamos. Persistiria tal perplexidade se fosse devidamente considerada a Lei de Bases do Sistema Educativo, os objectivos e finalidades do programa desta disciplina? Persistiria esta resistencia se o aluno experimentasse e descobrisse em cada aula e na Filosofia um alicerce para, progressivamente, se desprender da menoridade e se afirmar como "ser maior"? Nao será esta urna das exigencias de urna educa9ao que se quer capaz de preparar os alunos para o exercício da cidadania crítica e participativa? Considerando que só se mudam atitudes transformando as práticas de sala de aula, a presente comunica9ao discutirá propostas de actividades inspiradas em metodologias de trabalho de projecto, mostrando os resultados que urge implementar práticas de sala de aula que desafiem e ponham em acção o aluno enquanto investigador, interpelador crítico e atento dos saberes e das problemáticas eminentemente humanas.spaDeixem-me ser autónomo: educando na e para a autonomia na disciplina de introdução à filosofiajournal articleopen access