Estudo de viabilidade, auto-promoção, auto-financiamento e auto-construção de edifícios multifamiliares no Bairro Chamanculo C, Maputo

UDC.coleccionInvestigación
UDC.departamentoExpresión Gráfica Arquitectónica
UDC.grupoInvGrupo de Estudos Territoriais (GET)
dc.contributor.authorMarquez Martin, Sara
dc.contributor.authorMavie, Elis
dc.contributor.authorSolana Arteche, Gorka
dc.contributor.authorMachado, José Edwin
dc.contributor.authorBaptista, Lumina
dc.contributor.authorNgulube, Kevin
dc.contributor.authorLuís, Ângelo
dc.contributor.authorLizancos, Plácido
dc.contributor.authorMucuho, Orlando
dc.contributor.authorHofisso, Leonardo
dc.contributor.authorGrande Bagazgoitia, Maria
dc.contributor.authorNgovene, Wilda
dc.date.accessioned2025-12-18T14:02:48Z
dc.date.available2025-12-18T14:02:48Z
dc.date.issued2025
dc.description.abstractEste estudo avalia a viabilidade de um modelo de habitação multifamiliar em altura no bairro Chamanculo C, em Maputo, baseado na auto-promoção (agrupamento em cooperativas), auto-financiamento e, por fim, o co-desenho e auto-construção. O objetivo principal é permitir que a comunidade local se organize para promover sua própria habitação multifamiliar. Esta soberania e autonomia do habitat implica uma alfabetização legal, financeira, bem como de desenho e construção. O impacto a nível social atinge aspectos como a inclusão e empoderamento comunitário, a segurança habitacional, a habitabilidade básica; a nível urbano e ambiental, a liberação de solos - já que as novas habitação viabilizam a construção em altura, que por sua vez permite aumentar as áreas permeáveis - e minimizar os riscos de inundações. Portanto contribui ao direito à cidade e ao direito à arquitetura de Chamanculo C. Este estudo toma como base a implementação do Plano de Pormenor das Áreas de Chamanculo C e três de seus objetivos estratégicos: o objetivos (v), que visa equilibrar as áreas construídas e permeáveis para mitigar as inundações; (iv), que busca contribuir para o acesso à habitação condigna através de uma estratégia de assistência à população na autopromoção de habitação que respeite os parâmetros urbanos; e, finalmente, o (ii), que foca na viabilidade económica da implementação. Neste sentido, o município só seria responsável por cobrir as necessidades de urbanização colectiva. Os agregados familiares passariam a cobrir as necessidades de habitação. O estudo pretende demonstrar a viabilidade social e económica das famílias e definir as condições dessa viabilidade. O estudo está dividido em três componentes temáticas da promoção imobiliária, presentes em cada um dos capítulos: i) um social focado no agrupamento das famílias e definição de um novo modelo de convivência; ii) um financeiro focado em responder a como estas famílias podem fazer frente aos custos do processo de agrupamento e construção com seus recursos próprios e a mínima dívida necessária – autofinanciamento assistido-; e iii) um relacionado com um desenho de projecto e consequente construção que foca no processo de desenho participativo, de auto-construção e de operação e manutenção da habitação. O estudo, que teve um enfoque inclusivo e sensibilidade de género, foi desenvolvido de forma participativa e usando um método de escuta activa - tanto da comunidade do bairro-alvo como de diferentes especialistas e instituições com experiência em temas complementares - resultou numa combinação de dados primários quantitativos e qualitativos, bem como dados secundários, respondendo às três componentes do presente documento. As componentes da autopromoção - agrupamento, autofinanciamento e co-desenho & auto-construção- estão presentes e estruturam os capítulos do estudo: (1) Introducção, (2) Objectivos e Método, (3) Apresentação dos dados do estudo: revisão da Literatura, análise de casos similares, (4) Contexto Geográfico, Social, Económico e Construtivo do bairro Chamanculo C, (5) Interpretação e interesse comunitário em relação a edifícios para co-habitação em altura, auto-promovidos, auto-financiados e auto-construídos, (6) Resultados: Proposta de um modelo de viabilização –de agrupamento e auto-promoção, auto-financiamento, e de co-desenho e auto-construção, (7) Viabilidade do modelo de co-habitação em altura: auto-promoção auto-financiamento e auto-construção (Conclusão). Por fim, encontram-se os documentos de suporte ao estudo na Bibliografia e nos Anexos. Os resultados indicam um forte espírito comunitário e interesse na co-habitação, mas desafios significativos, como baixa renda média, dificuldades de acesso ao crédito bancário e necessidade de suporte técnico para viabilizar a construção. O capítulo 6 apresenta o modelo de agrupamento, de viabilidade económica, e desenho e construção da habitação multifamiliar, assim como uma completa tabela avaliação dos riscos nas três componentes. Na componente sobre agrupamento compara-se o cooperativismo e o associativismo no contexto de Moçambique, e defende-se o “cooperativismo moderno” em detrimento do modelo de associação com base em diversos fatores estruturais e operacionais: maior envolvimento dos membros no processo decisório, compromisso coletivo e participação financeira, propriedade coletiva e controle compartilhado, sustentabilidade e continuidade do projeto e precedentes e experiências bem-sucedidas. Na componente sobre a viabilidade financeira define-se um plano financeiro baseado na auto-organização comunitária, financiamento colectivo, alfabetização financeira e mecanismos sustentáveis de crédito que reduzem os riscos destas famílias de baixas rendas. A estrutura de financiamento prevê a criação de cooperativas habitacionais, que serão responsáveis pela gestão dos recursos financeiros da construção, operação e manutenção dos imóveis, da criação de receitas da cooperativa e monitoramento dos pagamentos e sustentabilidade do projeto. O modelo habitacional e construtivo busca equilibrar a densificação urbana, acessibilidade financeira e participação comunitária. O projeto adopta um sistema de co-desenho e auto-construção, permitindo que os futuros moradores participem do desenvolvimento das unidades habitacionais, garantindo que estas atendam às suas necessidades e expectativas. O tipologia habitacional inclui (i) Casas geminadas ou em banda contínua ou (ii) condomínio vertical (2-3 pisos), em ambos casos com espaços comunitários. O processo de desenho será desenvolvido de forma participativa, permitindo que as cooperativas façam ajustes conforme suas necessidades, respeitando limites estruturais e financeiros. Os materiais e técnicas constructivas priorizam que sejam acessíveis e apropriáveis. O estudo conclui que, apesar dos desafios, o modelo é viável se houver apoio técnico contínuo, financiamento acessível e participação ativa da comunidade. Recomenda-se o fortalecimento de políticas públicas que incentivem a autogestão habitacional e mecanismos de crédito adaptados à realidade da população de baixa renda.
dc.identifier.doi10.5281/zenodo.15050208
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/2183/46683
dc.language.isopor
dc.rightsAttribution 4.0 Internationalen
dc.rights.accessRightsopen access
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
dc.subjectCo-habitação
dc.subjectCooperativas Habitacionais
dc.subjectDireito à Cidade
dc.subjectDireito à Arquitectura
dc.subjectHabitação Social
dc.subjectAuto-promoção de habitação
dc.subjectAuto-financiamento de habitação
dc.subjectAuto-construção
dc.subjectSustentabilidade Urbana
dc.subjectTransformação Urbana
dc.subjectPlaneamento Urbano
dc.subjectSlum Upgrading
dc.subjectMozambique
dc.titleEstudo de viabilidade, auto-promoção, auto-financiamento e auto-construção de edifícios multifamiliares no Bairro Chamanculo C, Maputo
dc.typeother
dspace.entity.typePublication
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